[...]
Então, ela sorriu, surpresa por sua reação diante de um fato tão corriqueiro.
Ele a encarou, sorrindo de volta, feliz por ter deixado-a feliz. Abaixou-se junto dela, sussurrando em seu ouvido:
-A vida é linda, não acha? – ela abaixou a cabeça, claramente discordando, mas sem querer contrariá-lo – Você não acha isso? – indagou ele, surpreso – Uma bola de fogo corre pelos céus todos os dias sem, no entanto queimar ninguém e você não acha a vida bela?
Ela riu, impressionada com a absurda verdade que ele dissera. Então suspirou, lembrando-se da sua história e murmurou, tristemente:
-Meus pais morreram em um incêndio quando eu era bebê. Nunca soube o que é realmente ter alguém que me amasse, que cuidasse de mim de verdade.
Ele a encarou profundamente e disse:
-Sinto muito... Mas o que disse não é verdade!
-É claro que é verdade! – respondeu ela, indignada – Ou vai dizer que meus pais estão vivos em algum lugar? – comentou debochada.
Ele sorriu, correndo os dedos por sua face, tentando acalmá-la e disse, suavemente:
-Essa parte pode ser verdade. Mas nunca esteve sozinha, mesmo quando achava que sim e sempre foi amada, mesmo quando achava que não. Ou vai me dizer depois de todos esses anos que meu trabalho não valeu nada? – ele riu de sua brincadeira, mas ela encarava-o sem entender.
Ele suspirou, feliz por poder lhe revelar tudo e disse, emocionado:
-Eu estive com você esse tempo todo! Cuidei de ti por todos esses anos. Amei-te desde sempre!
Ela encarou-o com lágrimas nos olhos, finalmente reconhecendo-o como o anjo que tantas vezes a ajudara.
Ele sorriu, abraçando-a, feliz por finalmente poder estreitá-la nos braços apesar do pesar pelo fracasso da missão.
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