Suspirou, feliz por estar em casa e abriu lentamente a porta do quarto, sorrindo ao ver seu amor dormindo tranquilamente. A luz da lua entrava pelas largas portas de vidro que levavam à um quintal privativo na beira da montanha. Uma brisa suave brincava com as cortinas púrpuras, trazendo um sopro frio ao aposento. Ela tremeu ligeiramente, ele franziu o cenho e ajoelhou-se na cama, cobrindo-a. Acariciou seus belos cabelos negros, beijando-a suavemente na testa.
-Te amo muito, meu amor. – sussurou ele – Minha Eloíse.
Da profundeza de seus sonhos, ela sentiu a presença do marido e sorriu levemente. Ele riu, e dirigiu-se ao banheiro.
A água quente corria por seu corpo, relaxando cada músculo, dissipando-lhe os problemas do dia, levando pelo ralo as revoltas adolescentes que a profissão lhe levava a estar em contato. Sentindo-se relaxado novamente, fechou o chuveiro, enrolando-se na toalha fofa.
-Jared? – Ouviu o sussuro sonolento de sua esposa chamando-o. Sorriu, colocando rapidamente seu pijama de algodão. A noite estava quente, portanto, resolveu dispensar a camisa. Saiu do banheiro sorrindo, encarando os belos olhos azuis acinzentados que não cansava de olhar.
-Oi, meu amor. – murmurou ele – Me desculpe. Tentei não te acordar, mas não resisti te ver ai... tão linda.
Ela riu, espreguiçando-se.
-E como você acha que eu conseguiria dormir sem a visão do meu anjo aqui, na minha frente? Tão seduzente... – Disse ela rindo, com uma careta maliciosa e os olhos brilhando de puro amor.
Ele riu, secando os cabelos com uma toalha seca.
-Sua exagerada! Você estava dormindo profundamente quando eu cheguei!
Ela começou a protestar, mas foi acometida por um bocejo que a incriminou. Os dois riram da romântica mentira descabida da garota. Jared deitou-se na cama, passando os cabelos molhados pelo rosto da esposa, que sorriu, fingindo nojo. Ela puxou-o para si, beijando-o amorosamente nos lábios, sussurando, sorridente:
-Te amo tanto... Meu professor com síndrome de italiano.
Ele riu, beijou-a uma última vez e levantou-se lentamente.
-Vou comer algo. Esqueci meu lanchinho hoje. Tive que roubar uns salgadinhos de uns alunos.
Ela revirou os olhos, exclamando:
-Mas é um cabeça oca mesmo! E ainda rouba lanche dos alunos! Que exemplo, hein, Sr. Tielo?!
Ele abaixou os olhos, fingindo-se envergonhado e murmurou:
-Me desculpe, Sra. Tielo. Não vai acontecer novamente. Prometo!
Ela sorriu, reprimiu um bocejo e disse, carinhosamente:
-Deixei um sanduiche pra você na torradeira. E tem um pouco daquele suco de maracujá na geladeira...
-Ora, mas essa sra. Tielo é muito prestativa! – exclamou, sorridente. – Agora, vamos. Pode dormir que amanhã a professora acorda cedo que eu sei. E se ela ficar cansada e falar que foi o marido que não a deixou dormir a coisa não vai ficar boa pro meu lado!
Ela sorriu, apagando um dos abajures e, suspirando profundamente, aninhou-se novamente na cama e dormiu.
Jared comeu rapidamente o delicioso lanche da esposa. Estava exausto. Escovou os dentes, e deitou-se ao lado da mulher que tanto amava, apagando a luz e abraçando-a, sussurando:
-Obrigado, amor. Estava delicioso. Te amo, Ís. Dorme bem.
Ela beijou-o delicadamente e aninhou-se confortavelmente em seus braços.
E assim, dormiram mais uma noite o casal Tielo...
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